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Todos os episódios

Visita Guiada·RTP2

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15 temporadas · 302 ep.

Temporada 15

S15 · E1 40 min

Chegada Episódio 1

Você

Em 22 Abril de 1500, quando, pela primeira vez, a armada de Pedro Álvares Cabral avistou a terra que viria a chamar-se Brasil, um monte destacou-se na paisagem. Chamaram-lhe Monte Pascoal, porque era Páscoa. Dias depois, já Diogo Dias, capitão de um dos 13 navios da armada, dançava com os indígenas de mãos dadas e divertia-se muitíssimo com eles. As interações entre portugueses e indígenas que Pêro Vaz de Caminha observou e descreveu na sua célebre Carta foram mais que pacíficas - foram amistosas. Mas Caminha estava bem ciente de que a aparente inocência deste primeiro encontro não era mútua. Ao fim de nove dias, a armada de Cabral zarparia em direção à Índia, mas os portugueses haveriam de voltar para tomarem posse daquelas terras e das suas gentes. Todos os portugueses presentes sabiam que estavam numa escala de prospeção. Os indígenas não o podiam supor. A Carta de Pêro Vaz de Caminha é tão deslumbrante quanto inquietante.

S15 · E2 40 min

Primeiros Passos Episódio 2

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Nos anos imediatamente posteriores ao achamento do Brasil, as sucessivas investidas de franceses por territórios como o que viria a ser o Rio de Janeiro pressionaram a coroa portuguesa a tomar medidas, mais depressa do que previra, pela efetiva posse dos seus novos domínios. Havia que ocupar com portugueses a América portuguesa. Assim começa o processo de colonização do Brasil. Primeiro, com a criação das capitanias-hereditárias; depois, com a criação de um governo-geral, de que a cidade de Salvador da Bahia foi a primeira capital. No esforço pelo controlo deste imenso território e das suas gentes, a igreja católica foi um agente fundamental. O segundo dos oito episódios do Visita Guiada sobre o Brasil colonial é guiado pelas ruas e monumentos históricos de Salvador pelo historiador Evergton Sales Souza, professor da Universidade Federal da Bahia.

S15 · E3 40 min

A Sociedade do Açúcar Episódio 3

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O Recôncavo da Bahia, a par do atual Estado de Pernambuco, foi a área de maior concentração de engenhos de produção de açúcar de todo o Brasil. A Economia do Açúcar iniciou-se ainda no séc. XVI e estendeu-se até finais do séc. XIX, tendo sido o ciclo económico mais importante do Brasil colónia. As exportações de açúcar para a Europa alimentaram a riqueza das elites locais e da monarquia portuguesa. Assente no trabalho escravo, a Sociedade do Açúcar definiu muito do que é, ainda hoje, parte da sociedade brasileira. No antigo Engenho Cajaíba, pertença do município de São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano, o historiador Fabricio Lyrio Santos, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, guia-nos pelo que foram as sociedades concentracionárias dos engenhos de açúcar.

S15 · E4 40 min

Escravatura e Resistências Episódio 4

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Entre os anos 80 de 1500 e os anos 80 de 1800, o Brasil importou cerca de 45% dos escravizados de todas as Américas. O atual Estado da Bahia foi um dos grandes destinatários do tráfico negreiro: ao longo de 300 anos, recebeu, aproximadamente, um milhão e quinhentos mil escravizados africanos. Mas a atitude dos escravizados nunca foi passiva. A norte do Estado da Bahia, no atual Estado de Alagoas, vingou durante cerca de cem anos a maior concentração de escravizados fugitivos: o quilombo dos Palmares chegou a contar cerca de dez mil pessoas. Tudo indica que foi o maior centro de resistência à escravatura de todas as Américas. Uma lição sobre os negócios da escravatura e as suas diversas formas de resistências pelos historiadores Carlos da Silva Júnior e João José Reis.

S15 · E5 40 min

A Grande Invasão de Minas Gerais pelos Portugueses Episódio 5

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No séc. XVIII, a descoberta de ouro, em quantidades até aí inimagináveis, no território que veio a chamar-se Minas Gerais, desencadeou a afluência de gentes de várias partes do Brasil e, sobretudo, do Norte de Portugal. Um historiador de referência chamou-lhe "a grande invasão". As semelhanças da cidade histórica de Ouro Preto, antiga Vila Rica, com algumas povoações do Minho ou do Douro têm a ver com essa ocupação setecentista. Minas Gerais permaneceu, até meados do séc. XX, o Estado mais povoado e mais rico do Brasil. Uma visita guiada pela historiadora Júnia Furtado.

S15 · E6 40 min

Os Diamantes e o Homem Mais Rico da América Portuguesa Episódio 6

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Nos anos 20 de 1700, poucas décadas depois da descoberta de ouro na região que viria a chamar-se Minas Gerais, foram achados diamantes. Até aí, o mais precioso mineral do mundo não se tinha ainda encontrado no Brasil. As implicações desta descoberta na bolsa de valores internacional, obrigou a Coroa portuguesa a um controlo ainda maior das áreas diamantíferas do que o que já exercia nas áreas auríferas. A dado passo, em Tejuco, a atual cidade histórica de Diamantina, João Fernandes de Oliveira, o contratador de diamantes, cargo de confiança régia, era o homem mais rico da América portuguesa. Foi este homem que assumiu como companheira uma escrava que ficou para a História como Chica da Silva. Uma visita guiada por Júnia Furtado, a historiadora mineira que escreveu a biografia de referência de Chica da Silva.

S15 · E7 40 min

Rio de Janeiro no séc. XVIII Episódio 7

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Nos anos 50 de 1700, já era evidente para o Governador do Rio de Janeiro que a cidade devia passar a ser a capital do Brasil. O Rio de Janeiro só abriria os seus portos a outras nações no séc. XIX. No séc. XVIII, era ainda uma cidade pouco sofisticada, com uma vida social centrada quase exclusivamente nas festas religiosas. Mas, no séc. XVIII, o Rio de Janeiro foi dotado de obras públicas que espelhavam o que de mais novo se fazia na capital do império: um monumental aqueduto, a maior obra de engenharia de todo o período colonial na América portuguesa; um passeio público, o primeiro das Américas; e um cais que mimetizava a espetacular cenografia do cais de Lisboa pós-terramoto. Uma visita guiada pela historiadora Maria Fernanda Bicalho e pelo arquiteto José Pessoa.

S15 · E8 40 min

Rio de Janeiro: de Capital da Maior Colónia Portuguesa a Capital do Império Português Episódio 8

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D. João, o príncipe regente, a rainha D. Maria I, sua mãe, a restante família Real e parte da nobreza portuguesa chegam ao Rio de Janeiro em 1808. Nunca antes se vira uma Coroa europeia assentar arraiais numa das suas colónias. A verdade é que esta decisão inédita, e bastante incompreendida durante muito tempo, protegeu a monarquia portuguesa da humilhação a que os franceses, durante as invasões napoleónicas, sujeitaram grande parte das Casas Reais europeias, submetendo-as às suas vontades. Mas com esta decisão, na prática, D. João, transformou o Rio de Janeiro na capital do império português. Uma visita guiada pela historiadora Maria Fernanda Bicalho e pelo arquiteto José Pessoa.

S15 · E9 40 min

Episódio n.º9 Episódio 9

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Num formato atípico, este episódio do Visita Guiada reúne três entrevistas, em três cidades do Brasil, em que se contam histórias que não couberam nos oito episódios sobre os 322 anos da América portuguesa. Em Salvador, Daniel Rangel, diretor do Museu de Arte Contemporânea da Bahia, fala-nos da extraordinária vida e espólio de D. Fulô; no Rio de Janeiro, o Capitão de Fragata Marcello Loureiro apresenta-nos um tesouro, muito pouco conhecido, que foi oferecido ao príncipe regente D. João, quando, em inícios de 1808, aportou no Brasil; em Diamantina, Carmen Couto Nascimento conta-nos a história do seu bisavô joalheiro, que saiu da região do Porto para Minas Gerais, nos anos 80 de 1800. Três histórias singulares que lançam luz sobre aspetos relevantes da história coletiva.

S15 · E10 40 min

Museu de Arte Contemporânea Armando Martins - MACAM Episódio 10

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O MACAM é muito mais que um museu: é um complexo com a área de um grande quarteirão, que integra dois edifícios, quatro galerias expositivas, um hotel, um bar, um restaurante, uma cafetaria, um jardim, dois terraços. As mais de seiscentas obras de arte que compõem as duas coleções de arte do MACAM habitam, para lá das galerias expositivas, todos os espaços do complexo. Por mais improvável que pareça, o MACAM apresenta obras de arte originais desde os quartos do hotel à garagem, passando pelo túnel subterrâneo que liga os dois edifícios por baixo do jardim. Também improvável é o facto de o MACAM ser um empreendimento exclusivamente privado: a coleção foi construída por Armando Martins, o terreno e o edificado são propriedade sua e os ordenados dos cerca de trinta trabalhadores são pagos pelo colecionador. Improvável, mas real. O MACAM foi inaugurado em março de 2025 e em setembro recebeu o Prémio Gulbenkian Património. Uma visita guiada por Adelaide Ginga, Diretora do MACAM, e ArmandoM.

S15 · E11 40 min

Zamora no Percurso de D. Afonso Henriques Episódio 11

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No primeiro de três episódios sobre a vida de D. Afonso Henriques, o medievalista Luís Carlos Amaral guia-nos pela relevância de Zamora no percurso de Afonso Henriques até à construção do reino independente de Portugal. Foi em Zamora que, há 900 anos, o jovem príncipe foi armado cavaleiro, dando com isso início à sua vida pública - corria o ano de 1125. E foi em Zamora que, 18 anos depois, em 1143, o Imperador Afonso VII nomeou, pela primeira vez, Afonso Henriques como rei. Um rei vassalo, mas já, sem dúvida, um rei.

S15 · E12 40 min

Afonso Henriques em Guimarães e Coimbra: O Início do Reino de Portugal Episódio 12

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Se o local de nascimento de D. Afonso Henriques continua por provar, certo é que o herdeiro dos condes portucalenses viveu os seus anos de formação em Guimarães. É de Guimarães que sai para ser armado cavaleiro em Zamora, é em Guimarães que assume os primeiros gestos de rebeldia contra a mãe e é de Guimarães que parte para a Batalha de São Mamede, que o sagrará Senhor do condado portucalense. A fixação de Afonso Henriques em Coimbra abre um novo capítulo no seu percurso. Um capítulo tão decisivo que nem ele, quando tomou a decisão de descer das terras de Entre Douro e Minho para junto do Mondego, poderia imaginar as consequências. O medievalista Luís Carlos Amaral, continua a guiar-nos no segundo de três episódios sobre a vida e o percurso de D. Afonso Henriques.

S15 · E13 40 min

D. Afonso Henriques: Lisboa, a Grande Conquista e Badajoz, a Queda Episódio 13

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A partir de 1130, Coimbra será a base de D. Afonso Henriques para a conquista de territórios ao Islão, na fronteira do Mondego. Mas, por mais ambição e coragem que tivesse, o pequeno condado portucalense não dispunha de meios humanos ou materiais suficientes para grandes conquistas. Um casamento estratégico foi a manobra encontrada por D. Afonso Henriques para reunir as condições que lhe permitiram a espetacular tomada de Al-Usbuna, daí em diante, a Lisboa portuguesa. Anos depois, uma última incursão a Badajoz ditará o fim da vida guerreira do primeiro rei de Portugal. Terceira das três visitas pelo percurso de D. Afonso Henriques conduzidas pelo medievalista Luís Carlos Amaral.

S15 · E14 40 min

Casa Ásia - Coleção Francisco Capelo, Lisboa Episódio 14

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Nos inícios do séc. XVI, os portugueses foram os primeiros navegadores europeus a chegar ao mar da China e, ainda na primeira metade de 1500, os primeiros a colocar o Japão no mapa-mundo. A Ásia Oriental era palco de civilizações sofisticadíssimas há milhares de anos, o que gerou, em muitos casos, a perplexidade dos portugueses. É uma janela para esses mundos tão diversos entre si e tão estranhos ao Ocidente que a coleção de Francisco Capelo nos dá a ver na Casa Ásia. Entre cerâmicas, têxteis, pinturas, manuscritos, mobiliário, num arco temporal que vai do neolítico aos inícios do séc. XX, estão expostas 500 peças das cerca de 1300 da coleção. Uma visita guiada pela historiadora de arte Alexandra Curvelo e pelo colecionador Francisco Capelo.

S15 · E15 40 min

Camilo Castelo Branco Episódio 15

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Camilo nasceu em Lisboa, cresceu em Trás-os-Montes, viveu no Porto e fixou-se em São Miguel de Seide, concelho de Vila Nova de Famalicão, onde passou os seus últimos 27 anos. A casa de Seide é hoje a Casa-Museu de Camilo Castelo Branco e é dali, e de outros locais próximos, que o professor e investigador João Paulo Braga nos guia por uma revisão da vida do escritor, em que fica claro que Camilo foi muito mais que o romântico torturado que, habitualmente, se crê que foi.

S15 · E16 40 min

A Especificidade de Barrancos Episódio 16

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Uma fronteira é quase sempre uma linha invisível definida no território pelos poderes políticos centrais. No concelho de Barrancos, Baixo Alentejo, essa linha, estabelecida nos finais do séc. XIII, só se fixou 600 anos depois, já no séc. XX. Terra de fronteira como tantas outras em Portugal, Barrancos teve, mais que a geografia, uma história singular que produziu os seus traços culturais exclusivos. Uma visita guiada pelo arqueólogo Miguel Rego.

S15 · E17 40 min

MUDE - Museu do Design Episódio 17

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Abrangendo todas as formas do design, o MUDE conta com 24 coleções e mais de 35 mil entradas no seu acervo. Instalado no quarteirão da Baixa pombalina que foi a sede do Banco Nacional Ultramarino, o museu tem áreas para exposições de longa duração e exposições temporárias, biblioteca, reservas visitáveis e centro educativo. O MUDE oferece uma dupla viagem: pela história do design ocidental do século XX e pelo próprio edifício, fruto do trabalho de sucessivas gerações de arquitetos. Uma visita guiada pela diretora do museu, Bárbara Coutinho.

Temporada 15: 17 episódios

Alguns detalhes vêm do TheTVDB.

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